terça-feira, 23 de junho de 2009

"Puta que pariu os gajos que nos elevam as exigências!"

Vou começar pelo fim...


O fim começa quando percebemos que, afinal, nem os ditos gajos que um dia foram o centro desse nosso fantasiado universo conseguem responder a tais exigências que um dia criamos à luz do que significaram para nós.

Esse dia chega. Esse dia acaba por chegar, montado num dragão cuspidor de fogo disfarçado de cavalo alado e leva consigo todas as expectativas que criamos à volta de um ser que não passa de um simples e defeituoso mortal.

Nesse dia nasce de cá de dentro um novo Ness feito de lágrimas e monstros míticos, comedor de todas as esperanças, vontades e sonhos de uma vida que nunca existiu senão na mente de quem o sonha!

No fim ficamos assim, nós e o nosso pequeno mundo, onde nenhuma outra alma consegue penetrar. Onde a solidão significa protecção e o limite aconchego.



É assim que quero ficar, no aconchego deste meu mundo só meu, protegida pela carapaça que criei à medida das minhas ilusões...

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